sábado, 1 de janeiro de 2011

2010 um ano que marcou o Rap Nacional

O Portal Rap Nacional deseja a todos um Feliz Ano Novo.

Salve geral para todos do Hip Hop Nacional que permaneceram e somaram conosco nesse ano que esta quase acabando, 2010 foi sem dúvidas um ano que marcou a todos nós.

Vivemos momentos de extrema tristeza e revolta como quando perdemos a Rainha do Rap Nacional Dina Di de uma forma tão inesperada, uma negligência levou a Rainha.

Mas como já foi dito morre o corpo, mas não a história, sem dúvidas Dina Di entrou para a história, é impossível falar de rap nacional e não lembrar dela .

E finalmente após 07 anos de impunidade foi condenado a 14 anos de prisão o homem que assassinou o eterno mestre do Canão Sabotage. Nada trará Sabotage de volta, mas ele permanece vivo, em cada mano que veste a camisa com seu nome, em cada mano que continua cantando e vivendo que “Rap é Compromisso Não é Viagem”.

O ano de 2010 também foi o ano de lançamentos de vários vídeo clipes de rap nacional, um dos manos que ajudaram nessa popularização e maior qualidade nos vídeos foi o Vras 77 que também faz parte da equipe do Portal Rap Nacional.

Por falar em lançamentos CDs também chegaram as ruas entre eles : Mudança , MixTape O Jogo, Questão de Honra, Na Cena , Um Por Todos , Emicidio , Das Ruas Pro Mundão, Exército dos Excluídos, Rimas de Sangue, Us Verdadeiros Num Cai, O Juiz Mais Justo É o Tempo, Alvos da Lei o Que Não Mata Fortelece , Vida Nova, Causa e Efeito, entre outros

O Rap Nacional mostrou mais uma vez toda a sua força e uma grande mobilização trouxe de volta o programa Manos e Minas para o ar. Em falar em televisão impossível não mencionar a participação do mensageiro da verdade MV Bill na novela Malhação, que causou e ainda causa muita polêmica.

E o rap esse ano conquistou mais espaços para shows graças ao Projeto Origens que levou shows de rap nacional para o centro de São Paulo, A festa do Don Pixote que levou grandes nomes da nossa musica para a Vila Madalena, A Cartada que agitou a zona leste.

E como não falar das junções de rappers, “A Gang“, ” A Cartada” e agora chegando para somar também ” Na Cena”, vários rappers compartilhando o mesmo palco,e multiplicando no rap.

Shows de rap foram muitos : O Rap Festival, Dexter e Convidados , Mixtape O Jogo, show de aniversario do Portal Rap Nacional, 100 % Favela , Festa das Crianças do NDEE Naldinho, Favela Toma Conta, Lançamento do novo álbum do Consciência Humana , Lançamento do Ordem Própria, Lançamento do A286 e tantos outros por todo o Brasil.

E sem duvidas a literatura já é o quinto elemento, rappers lançando livros como o Poeta do Rap Nacional o Gog que lancou o livro ” A Rima Denuncia” .

Saraus espalhados pelos quatro cantos da periferia, Cooperifa, Sarau do Binho , Sarau da Fundão, Sarau do Ademar, Sarau do Buzo, Sarau da Brasa.

Esse ano também aconteceu o Prêmio Preto Ghóez, que premiou 135 iniciativas voltadas ao hip-hop em todo o país.

E os belos projetos sociais como o Periferia Ativa, localizado no Capão Redondo que oferece gratuitamente para as crianças da região diversas aulas e oficinas.

Ainda teve fortalecendo o rap feminino o 2º Encontro de Hip Hop Feminino, o aniversário da casa de Hip Hop.

Esse foi 2010 para o rap nacional , claro que em poucas linhas fica difícil para falar de tudo que rolou , mas quem vive o rap como nós vivemos sabe , porque sentiu na pele , cada emoção cada tristeza.

Temos é claro muito o que melhorar , evoluir , é preciso corrigir os erros , aprender com as falhas , mas essa lição deve ser aprendida no dia a dia.

O rap nacional é forte , e continua sendo a voz da periferia que bate de frente contra a opressão do inimigo.

É o Rap que diz “ Tamo Junto” , “‘É Nois” esses são os nossos dialetos , nossa forma de união de vencer o individualismo, porque somente venceremos unidos .

E para que realmente 2011 seja um ano novo, que a sede de justiça permaneça viva em cada um de nós, porque a luta continua.

Faça você também a sua reflexão. Rumo a 2011…Com muito Rap Nacional

Ufa ! Acho que acabou, se nós nos esquecemos de alguém, ou de algum acontecimento por favor nos desculpem , os comentários abaixo estão livres como sempre completem participem , somos uma grande família

Família do Rap Nacional e estaremos juntos em 2011, sabe porque ???

Por que o Rap Nacional não para.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Mano Brown solta o verbo

Brasília - Mano Brown e os Racionais foram a Brasília no segundo dia da Conferência da Igualdade Racial, sexta-feira (26/06), para um show que reuniu grandes nomes do Rap Nacional, como Happin Hood e Gog, rapper do Distrito Federal, um dos pioneiros do gênero no país. Leia Mais.

Gog, com letras fortes que tratam da luta dos negros por igualdade, fez uma homenagem ao Rei do Pop, Michael Jackson, morto esta semana em Los Angeles. Mano Brown e os Racionais foram os últimos a subir ao palco armado no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, antecedidos por Happin Hood.

Brown, que participou pela segunda vez da Conferência, já que esteve presente na primeira em 2.005, disse que a candidatura da ministra Dilma Rousseff, escolhida por Lula para a sucessão presidencial do ano que vem “é fraca e não ganha”, porém, não poupou o governador tucano de S. Paulo, José Serra, também candidato. Segundo ele, seria "uma catástrofe", a chegada de Serra à Presidência da República.

Provocado sobre quem seria o candidato ideal para continuar o projeto do Governo Lula, não teve dúvidas e emendou: "Suplicy".

O líder dos Racionais, que raramente dá entrevistas e se recusa a aparecer em programas das grandes emissoras de TV por uma questão ideológica, falou de Educação, Política, Violência, e aproveitou para mandar recados à juventude, em especial, a juventude pobre e negra da periferia das grandes cidades brasileiras.

Nos próximos dias, Afropress postará as entrevistas com Happin Hood e Gog, aqui mesmo neste espaço.

Nota da Redação

A invisibilidade que a mídia brasileira dedica a questão étnico-racial e às desigualdades provocadas por quase 400 anos de escravidão, lançando a maioria dos 49,7% de negros nas periferias e na pobreza, tem sido uma poderosa arma para manutenção do racismo. A Afropress nasceu e se mantém como um instrumento para furar este bloqueio perverso.
Por isso, optamos, em respeito aos Racionais e Mano Brown e a tudo que eles representam, em postar a entrevista na íntegra, sem edição.

Veja, em vídeo, na TV Afropress, a entrevista exclusiva concedida por Mano Brown ao editor, jornalista Dojival Vieira (Parte I e Parte II)

Parte 1


Parte 1



Parte 2

sábado, 11 de julho de 2009

sábado, 13 de dezembro de 2008

HOJE NA TV CULTURA EDUARDO

PROGRAMA 13/12

O programa desta semana recebe a Banda Black Rio, que fez história nos anos 70 e foi reformulada recentemente pelo tecladista William Magalhães – filho do saxofonista e líder da formação original, Oberdan Magalhães. A banda apresenta clássicos de sua fase áurea, como “Mr. Funk Samba” e “Maria Fumaça”, e algumas faixas de sua trajetória recente, como “Carrousel”.

Ainda nesta edição, em homenagem aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, um vídeo especial, com direção do cineasta Ricardo Elias, mostra pessoas de traços étnicos variados em uma leitura do preâmbulo da declaração, entrecortada por dados apresentados por Rappin'Hood, que demonstram que muitos desses direitos não são respeitados no Brasil. Também vai ao ar preciosas imagens de um show de James Brown, em São Paulo, em 1977; e uma discussão sobre a validade do projeto de cotas, que prevê um número mínimo de vagas nas universidades para negros, pardos e índios.

E no quadro Interferência, o escritor Ferréz entrevista o rapper Eduardo, conhecido por seu trabalho à frente do grupo Facção Central.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Hoje é o dia ...





Hoje é um dia especial...
Todos os dias são especiais,
Mas o hoje é mais especial,
Pois você está presente nele
Pra que ficar quebrando a cabeça
Por motivos do passado e do futuro...
Faça desse Especial um espetáculo de emoções...
Não perca tempo
Faça de cada segundo que passa
Uma nova conquista
Não deixe que o tempo te alcance,
Não pare, esperando que magias revelem seus truques...
Não desperdice sua vida em pensamentos,
Pois a vida é um risco,
Onde arriscamos ficar ou não
Presos a indecisões e dúvidas...
Abrace a vida sem pensar...
Nas coisas que não precisam ser pensadas
Pois já estão claras...
Viva o Hoje, não pense mais no ontem
E nem no Amanhã, pois:
ONTEM é passado
AMANHÃ mistério
HOJE é uma dádiva, por isso chamado
"Presente!!"

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

MV BILL e censura entenda o que é





Vai ser preciso muito mais pra me fazer recuar/ Minha auto-estima não é fácil de abaixar/ Olhos abertos fixados no céu/ Perguntando a Deus qual será o meu papel/ Fechar a boca e não expor meus pensamentos/ Com receio que eles possam causar constrangimentos/ Será que é isso? Não cumprir compromisso/ Abaixar a cabeça e se manter omisso/ A hipocrisia, a demagogia/ Se entregue a orgia, sem ideologia/ A maioria fala do amor no singular/ Se eu falo de amor é de uma forma impopular/ Quem não tem amor pelo povo brasileiro/ Não me representa aqui nem no estrangeiro/ Uma das piores distribuições de renda/ Antes de morrer, talvez você entenda/ Confesso para ti que é difícil de entender/ No país do carnaval o povo nem tem o que comer/ Ser artista, popstar, pra mim é pouco/ Não sou nada disso, sou apenas mais um louco/ Clamando por justiça e igualdade racial/ Preto, pobre, é parecido mas não é igual/ É natural o que fazem no senado/ Quem engana o povo simplesmente renuncia o cargo/ Não é caçado, abre mão do seu mandato/ Nas próximas eleições bota a cara como candidato/ Povo sem memória, caso esquecido/ Não foi assim comigo, fiquei como bandido/ Se quiser reclamar de mim, que reclame/ Mas fale das novelas e dos filmes do Van Damme/ Que teve no Brasil, no programa do Gugu/ Rebolou, vacilou, agaixou e mostrou o.../ Volta pra América e avisa pra Madonna/ Que aqui não tem censura, meu país é uma zona/ Não tem dono, não tem dona, o nosso povo tá em coma/ Erga a sua cabeça que a verdade vem a tona/

Refrão 2x - É/ Mantenho minha cabeça em pé/ Fale o que quiser pode vir que já é/ Junto com a ralé/ Sem dar marcha-ré/ Só Deus Pode Me Julgar/ Por isso eu vo na fé/

Soldado da guerra a favor da justiça/ Igualdade por aqui é coisa fictícia/ Você ri da minha roupa, ri do meu cabelo/ Mas tenta me imitar se olhando no espelho/ Preconceito sem conceito que apodrece a nação/ Filhos do descaso mesmo após abolição/ Mais de 500 anos de anos de sofrimentos/ Me acorrentaram, mas não meus pensamentos/ Me fale quem? (quem), Tem o poder? (quem)/ Pra condenar? (quem), Pra censurar? (alguém)/ Então me diga o que causa mais estrago/ 100 gramas de maconha ou 1 maço de cigarro/ O povo rebelado oculiza na favela/ A música do Bill ou a próxima novela/ Na tela a seqüela, no poder corrupção/ Entramos pela porta de serviço, nossa grana não/ Tá Bom, só pra quem manda bater/ Pisando nos humildes e fazendo nosso ódio crescer/ CV, MST, CUT, UNI, CUFA, PCC/ O mundo se organiza cada um da sua maneira/ Continuam ironizando vendo como brincadeira (besteira)/ Coisa de moleque revoltado/ Ninguém mais quer ser boneco, ninguém quer ser controlado/ Vigiado, programado, calado, ameaçado/ Se for filho de bacana, o caso é abafado/ A gente é que é caçado, tratados como réu/ As armas que eu uso é microfone, caneta e papel/ A socialite assisti a tudo calada/ Salve, salve, salve, Ó Pátria Amada, Mãe Gentil/ Poderosos do Brasil/ Que distribuem para as crianças, cocaína e fuzil/ Me calar, me censurar porque não pude falar nada/ É como se fosse o Rabo sujo, falando da Bunda mal lavada/ Sem investimento, no esquecimento/ Explode o pensamento, mais um homem violento/ Que pega no canhão e age inconseqüente/ Ou pega o microfone com discurso incontundente/ (Que te assusta) Uma atitude brusca/ Dignificando e vivendo por uma vida justa/ Fui transformado no bandido do milênio/ O sensacionalismo por aqui merece um prêmio/ Eu tava armado mas não sou da sua laia/ Quem é mais bandido? Beira-Mar ou o Sérgio Naya/ Quem será que irá responder/ Governador, Senador, Prefeito, Ministro ou você/ Que é caçado, e sempre paga o pato/ Erga sua cabeça para não ser decepado/

Refrão 2x - É/ Mantenho minha cabeça em pé/ Fale o que quiser pode vir que já é/ Junto com a ralé/ Sem dar marcha-ré/ Só Deus Pode Me Julgar/ Por isso eu vo na fé/

Como pode ser tragédia, a morte de um artista/ E a morte de milhões, apenas uma estatística/ Fato realista de dentro do Brasil/ Você que chorava lá no gueto, ninguém te viu/ Sem fantasiar, realidade dói/ Segregação e menosprezo é o que destrói/ A maioria esquecida no barraco/ Que ainda é algemado, extorquido e assassinado/ Não é moda, quem pensa incomoda/ Não morre pela droga, não vira massa de manobra/ Não me idolatro a Mauricinho da TV/ Não deixa se envolver porque tem proceder/ Pra que? Por quê? Só tem paquita loira/ Aqui não tem preta como apresentadora/ Novela de escravo, a emissora gosta/ Mostra os pretos chibatados pelas costas/ Faz confusão na cabeça de um moleque/ que não gosta de escola e admira uma Intratec/ Click-Cleck, mão na cabeça/ Quando for roubar dinheiro, público vê se não se esqueça/ Que na sua conta tem a honra de um homem/ Envergonhado ao ter que ver sua família passando fome/ Ordem, progresso e perdão/ Na terra onde quem rouba muito não tem punição/

Refrão 4x - É/ Mantenho minha cabeça em pé/ Fale o que quiser pode vir que já é/ Junto com a ralé/ Sem dar marcha-ré/ Só Deus Pode Me Julgar/ Por isso eu vo na fé


Muitos usam, poucos entendem, esta é a primeira parte sobre um assunto que muitos deveriam conhecer, e um aviso aos navegantes, para usa-lo teras que começar por si.

Censura é o uso pelo estado ou grupo de poder, no sentido de controlar e impedir a liberdade de expressão. A censura criminaliza certas acções de comunicação, ou até a tentativa de exercer essa comunicação. No sentido moderno, a censura consiste em qualquer tentativa de suprimir informação, opiniões e até formas de expressão, como certas facetas da arte.

O propósito da censura está na manutenção do status quo, evitando alterações de pensamento num determinado grupo e a consequente vontade de mudança. Desta forma, a censura é muito comum entre alguns grupos, como certos grupos de interesse e pressão (lobbies), religiões, multinacionais e governos, como forma de manter o poder. A censura procura também evitar que certos conflitos e discussões se estabeleçam.

A censura pode ser explícita, no caso de estar prevista na lei, proibindo a informação de ser publicada ou acessível, após ter sido analisada previamente por uma entidade censora que avalia se a informação pode ou não ser publicada (como sucedeu na ditadura portuguesa através da PIDE), ou pode tomar a forma de intimidação governamental ou popular, onde as pessoas têm receio de expressar ou mostrar apoio a certas opiniões, com medo de represálias pessoais e profissionais e até ostracismo, como sucedeu nos Estados Unidos da América com o chamado período do McCartismo.

Pode também a censura ser entendida como a supressão de certos pontos de vista e opiniões divergentes, através da propaganda, manipulação dos média ou contra-informação. Estes métodos tendem a influenciar e manipular a opinião pública de forma a evitar que outras ideias, que não as predominantes ou dominantes tenham receptividade.

Uma forma moderna de censura prende-se com o acesso aos meios de comunicação e também com as entidades reguladoras (que atribuem alvarás de rádio e televisão), ou com critérios editoriais discricionários (em que por exemplo um jornal não publica uma determinada notícia).

Muitas vezes a censura se justifica em termos de proteção do público, mas na verdade esconde uma posição que submete os artistas ao poder do estado e infantiliza o público, considerado como incapaz de pensar por si próprio.

Actualmente a censura pode ser contornada mais eficazmente, com o recurso à Internet, graças ao fácil acesso a dados sem fronteira geográficas e descentralizado e aos sistemas de partilha de ficheiros peer-to-peer, como a Freenet.

O uso cotidiano da censura promove um movimento de defesa bastante corrosivo que é a auto-censura, quando os produtores culturais e formadores de opinião evitam tratar de questões conflitivas e divergentes.

Do ponto de vista da forma pela qual é exercida, a censura pode ser preventiva, repressiva e indireta. Censura prévia ou preventiva é o direito que tem o governo de exercer vigilância sobre a publicação de livros ou periódicos, assim como da encenação de peças teatrais, fora da intervenção dos tribunais. Em muitos países, no entanto, a censura ao texto impresso é feita após a publicação, de acordo com o princípio segundo o qual o cidadão deve assumir a responsabilidade de seus atos. Nesses casos, a censura chama-se punitiva ou repressiva.

Estudos sociológicos mostram que o maior rigor da censura, do ponto de vista da moral sexual, coincide com a ascensão política da classe média, possivelmente porque essa supremacia só se mantém pelo trabalho e dos hábitos morigerados, virtudes que seriam abaladas pelo maior relaxamento sexual. Já a aristocracia, quando está no poder, não dá a mesma importância a esse aspecto.

A Grécia antiga foi a primeira sociedade a elaborar uma justificativa ética para a censura, com base no princípio de que o governo da pólis (cidade-estado) constituía a expressão dos desejos dos cidadãos, e que portanto podia reprimir todo aquele que tentasse contestá-lo. Mesmo na sociedade ateniense, mais liberal, alguns delitos de opinião podiam ser punidos com a morte, como prova a execução de Sócrates, obrigado a beber cicuta ao ser condenado por irreligiosidade e corrupção dos jovens. O respeito a alguns princípios de ordem parecia tão arraigado na sociedade de Atenas, que até mesmo Platão, discípulo de Sócrates, defendia a censura como um dos requisitos essenciais ao governo.

Durante todo o período medieval as autoridades eclesiásticas impuseram uma rígida concepção do mundo, com base em princípios que se queriam eternos e imutáveis. Os tribunais do Santo Ofício exerciam uma censura de caráter moral, político e religioso, sendo os réus submetidos a torturas, a longos períodos de prisão ou à morte na fogueira.

Depois da Reforma Cristã Protestante, o clima geral de intransigência religiosa, tanto nos países católicos quanto nos protestantes, deu ensejo ao recrudescimento das práticas repressoras. A Igreja Católica publicou, durante o Concílio de Trento, o Index librorum prohibitorum, relação de obras cuja leitura era terminantemente proibida aos fiéis. Nos países protestantes, as proibições não se limitavam aos livros católicos, mas também aos de outras igrejas reformadas. Na Grã-Bretanha, por exemplo, o anglicanismo oficial reprimiu severamente a defesa pública do puritanismo.

No mundo moderno alguns fatores impuseram várias modificações no conceito de censura. Tal processo foi fruto de um longo trabalho de educação que permitiu um espírito crítico mais aguçado; a disseminação de obras, desde as artísticas às de informação, como as enciclopédias, diminuíram o grau de desinformação e minimizaram superstições e preconceitos.

Mesmo assim, o século XX assistiu ao nascimento e derrota de regimes tragicamente autoritários, em que a censura teve uma atuação patológica pelo rigor com que foi exercida e pela virulência de seus princípios. Assim ocorreu na Europa, com o governo nazista na Alemanha, fascista na Itália, franquista na Espanha e salazarista em Portugal.

Em nome do socialismo, a União Soviética e todos os países do bloco socialista, assim como Cuba, China e demais países socialistas da Ásia, adotaram uma censura tão rigorosa e obscurantista quanto a do fascismo e nazismo. O movimento da contracultura e pelos direitos civis, nascido nos Estados Unidos e disseminado em todo o mundo, trouxe uma mudança radical de padrões e valores, que muito contribuiu para o desprestígio da censura e o fortalecimento da democracia.

No Brasil, a não ser por breves períodos, a censura acompanhou de perto nossa história desde o período colonial. A Igreja Católica chegou a instituir as visitações do Santo Ofício em Pernambuco e Bahia, com as famosas confissões obrigatórias, em que se valorizavam sobretudo os pecados de natureza sexual e religiosa.

Na república, a repressão agravou-se no governo Vargas, em que a censura prévia determinava até mesmo o noticiário. Com a queda da ditadura e a derrota do nazifascismo, a censura retraiu-se, chegando ao mínimo no governo de Juscelino Kubitschek, fase mais liberal de toda a história brasileira até aquela data. Mas o governo militar instituído em 1964 trouxe de volta os exageros da censura, que chegou a proibir a exibição do balé Bolshoi e a venda das gravuras eróticas de Picasso. A constituição de 1988 aboliu totalmente a censura.


Quando vai ser o dia , que a lei vai pesar para todos ? Idiferente se você é rico , pobre preto ou branco . A lei tem que ser aplicadas por todos e pra todos .

Abraços

Thiago Bactéria

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

MAYARA



Salve navegantes estou aqui pra lhe apresentarem uma cantora gospel .É isso mesmo Mayara a cantora de rap a serviço de Deus na terra , ela é uma menina humilde , amiga e disposta a ajudar . 18 anos de serviços prestados a Deus .

Confere o Myspace dela
Palco Principal Mayara
Banda de Garagem

Aposto que depois que você ouvir a palavra de carinho que esta moça passa em suas letras você vai pensar duas vezez e abraçar o RAP Gospel .